Baseado em uma história verídica? Nem tanto. Divertido? Um pouco. Muita ação? Néééé. Ou seja, é um filme mais ou menos.

Levemente inspirado no livro “Bringing Down the House” conta a história de um grupo de alunos do MIT crânios em matemática que orientados por um professor cheio de má intenção (o ótimo Kevin Spacey) treinam contar cartas para ganharem muito dinheiro nos cassinos de Las Vegas e vêem suas chances aumentarem com a chegada de um novato (Jim Sturgees). Claro, nem tudo sai como planejado.

Esse é o problema. O filme fica no campo do quase e não entra em um ritmo de thriller. O personagem de Sturgees, do qual sou fã desde Across the Universe, é um crânio que vive em sua bolha nerd com seus amigos fazendo robozinhos e vê um boa oportunidade para ficar perto da gostosona do campus entrando no tal clube de matemática. Claro, ele com isso renega a nerdarada e parte para Las Vegas. Eu levei um tempão para entender a metodologia de contagem das cartas e me senti altamente limitado por causa disso.

Las Vegas em si só aparece da metade para frente, onde o tal plano soa deveras forçado até pelos códigos estipulados (por favor, o que é aquele braço para trás da cadeira? Quem se espreguiça assim?). De positivo, os efeitos visuais e cenas panorâmicas da cidade.

Logicamente rola um deslumbramento quando eles conseguem ganhar dinheiro e daí as coisas começam a dar errado.

Falei acima que é levemente inspirado no livro pois o livro o time é de americanos descententes de asiáticos e não como no filme e por aí vai.

O filme é ok. Médio. Passa. Não mais do que isso.

Walt Disney LogoA Disney recentemente divulgou seus projetos e são altamente promissores. Para quem ainda não sabe, a Disney comprou a Pixar, ou seja, grandes filmes feitos em computação gráfica serão lançados. A boa notícia é que o estúdio voltou atrás da decisão de não fazer mais filmes usando a animação tradicional e lançará já ano que vem The Princess and the Frog em 2D. O legal também é que John Lasseter, gênio por detrás dos maiores sucessos da Pixar é o responsável geral pelo departamento de animação da Disney. Aqui está a lista completa de lançamentos para o cinema:

2008 - Wall*E
Bolt

2009 - Up
Toy Story em 3D
The Princess and the Frog

2010 - Toy Story 2 em 3D
Toy Story 3
Rapunzel

2011 - Newt
The Bear and the Bow

2012 - Cars 2
King of the Elves

O futuro é bem promissor, principalmente com o Wall-E vindo por aí. Os trailers são divertidíssimos. Vamos ver o que vai ser.

Esse foi o primeiro filme inteiramente produzido pela própria Marvel, detentora dos personagens que são um sucesso no cinema (X-Men, Homem Aranha, Hulk (bem, esse nem tanto), Quarteto Fantástico), isso quer dizer que ela tinha o controle completo e não decepcionou. O filme é ótimo em todos os aspectos.
Como sempre digo aos meus amigos, tenham em mente que é um filme de AÇÃO, não é um candidato ao Oscar (pelo menos não na categoria de melhor filme), isso quer dizer que você tem que assistir com um espírito desarmado e tenho certeza que vai gostar.

O elenco foi muito bem escalado; não vejo ninguém melhor que o grande-ator-mas-problemático Robert Downey Jr. para viver o playboy-que-está-sempre-com-um-copo-de-whisky-na-mão Tony Stark, o verdadeiro Senhor da Guerra, produzindo armas de destruição em massa altamente tecnológicas. Até que um dia ele é seqüestrado e descobre que suas armas estão caindo em mãos erradas. A partir daí, ele resolve lutar para que isso não ocorra mais, desenvolvendo a armadura que o “transforma” em Homem de Ferro.

O filme começa eletrizante, com uma atuação divertidíssima de Downey Jr. Ajudado por um script dinâmico recheado de piadas velozes, você nem sente o tempo passar. Ele consegue passar todas as nuances do personagem que, como o próprio Stan Lee - criador do personagem dos quadrinhos - é inspirado na complexa personalidade do Howard Huges. Além dele, o elenco ainda tem grandes nomes como Jeff Bridges, Gwyneth Patrow e Terrence Howard.

Logicamente a armadura é um dos pontos altos; altamente realista, dá para acreditar que realmente ela possa existir já que o filme demonstra toda a evolução da criação da mesma e existe até uma certa lógica científica.

Como disse, sem uma boa história, nada disso interessaria e o filme é bom até o fim. Lógico que tem uns clichês, principalmente na batalha final mas de resto, é muito bom. O final é divertido e não saia antes do final dos créditos, tem uma cena extra ótima.


Como um ávido cinéfilo, nem sempre posso ir ao cinema e por isso mesmo sempre fui sócio de várias locadoras. Ultimamente estava plenamente satisfeito com a minha DVDClubonline que é muito boa, diga-se de passagem. Acontece que cada vez mais tinha menos tempo para assistir e comecei a pagar fortunas de multas e isso foi me irritando.

Seguindo a dica do meu mestre bloqueiro Gui Leite, resolvi dar uma chance para a NetMovies, um conceito diferente de aluguel que já é bem estabelecido nos Estados Unidos e confesso que fiquei bem impressionado.

A idéia é a seguinte; você paga uma mensalidade fixa, no meu caso, R$ 28,00 para sempre ter 1 DVD em casa. O que isso quer dizer? Eu faço uma lista de desejos no site da NetMovies e eles entregam o 1o da lista. Quando terminar de assistir, na velocidade que eu quiser, apenas comunico ao site que já terminei e eles agendam uma coleta, já deixando o próximo da lista.

O filme vem em um envelopinho de plástico parecido com aqueles do SEDEX, que é utilizado para lacrá-lo após ter assistido o filme para deixá-lo na portaria.

O processo é fácil e indolor. Fiz alguns testes e, como tudo na vida, tem uns poréns. O acervo é ótimo e segundo Daniel Topel, Presidente da NetMovies, a idéia é expandir o atual acervo de 11 mil DVDs para abranger todos, isso mesmo, todos os DVDs já lançados no Brasil. Isso sem dúvida é algo bem respeitável, principalmente se você for um grande fã de séries pois assim você pode ver os episódios sem pressa com medo daquela maldita multa tradicional por atraso. Ainda assim, eu como um bom fanático por coisas diferentes, sinto falta de DVDs Ãrea 1 que a DVDClubonline oferecia pois afinal de contas, tem muitos títulos que sequer são lançados aqui.

Outro detalhe que tem que se ter em mente é que a NetMovies não é para quem tem pressa para ver aquele lançamento. Não há entrega de filmes em feriados ou fins-de-semana e assim as vezes a troca de filme possa demorar. Para isso, recomendo um plano que permita mais filmes em casa por vez (para 2 DVDs, o custo é de 39 reais).

Só sei que eu estou MUITO satisfeito. Já até fiz um agendamento para testar o ue acontece se eu esquecer de deixar o filme na portaria; nada! Nem esporro a gente toma, não é bom? Logicamente, tive que agendar outra entrega mas tudo bem.

Mais novidades virão, de acordo com o Daniel e estou ansioso. Torço para que dê muito certo pois afinal de contas, é um empreendimento totalmente nacional e só por isso, temos que dar uma bela força. Dá até para fazer pedidos via celular! Quer mole ou quer mais? :)


Irina PalmFilme badaladíssimo no festival de Berlim do ano passado. Uma co-produção de “trocentos” países (Reino Unido, Alemanha, França, Bélgica e até Luxemburgo) falada em inglês com uma sinopse interessante; a viúva Maggie vendeu praticamente tudo que tinha para poder financiar o tratamento de seu neto Ollie, que sofre de algum tipo de câncer não explicado pelo filme. Aparentemente a última chance para a cura de Ollie está na Austrália e Maggie fará de tudo para conseguir levantar o dinheiro para o tratamento. Um belo dia, andando pela zona de meretrício de Londres, ela vê em um sex shop uma placa onde diz: “Precisa-se de ajudante” (ou algo assim) e ela resolve se candidatar, crente que seria para limpeza e servir chá. Não era bem isso, a vaga era para uma masturbadora, ou seja, o cara fica de frente para uma parede, mete o “bigurillho” em um buraco e a mulher bate uma para o cara sem ele saber quem está fazendo isso. O diretor Sam Garbarski toma o cuidado para que não apareça em cena nenhuma genitália, talvez para manter a censura menor mas as

Tentada pelo dinheiro (algo como 2 mil reais por semana) ela aceita o emprego e pasmem! Ela é boa nisso! Formando uma boa clientela, acaba por ganhar a alcunha de Irina Palm. Logicamente quando o dinheiro começa a fluir, o filho começa a ficar com a pulga atrás da orelha. Afinal, de onde esse dinheiro está vindo? As amigas de carteado também querem saber o que Maggie fica fazendo até tarde.

O problema do filme começa aí; em vez de falar uma mentirinha, Maggie faz questão de dizer que tem um segredo. Oras, é claro que isso vai incitar à todos para descobrir o que Maggie tanto faz. Outra ponta incômoda do filme é a indecisão do seu gênero; é comédia? É drama? Ele não fica nem aqui, nem lá. Tem cenas divertidas como Maggie decorando seu cubículo com flores, quadrinhos e atendendo os clientes de avental mas são muito poucas para considerar uma comédia. Também não chega a ser um drama pesado até por causa da interpretação de Marianne Faithfull que absolutamente não muda o filme todo. Ela fica com a mesma cara o tempo todo, o que não ajuda a você conectar muito com a personagem. Com isso, o filme perde um pouco do seu impacto e acaba sendo apenas uma premissa interessante.

image002.jpgA partir de abril, chega às locadoras a aguardada quarta temporada de “Lost”, um dos seriados de maior sucesso da TV americana. A novidade é que esta temporada será lançada em DVD mais cedo do que nunca - com exclusividade para as locadoras. Serão 13 episódios, divididos em seis discos. A cada 15 dias, chegam dois capítulos inéditos para locação. No dia 23 de abril, por exemplo, o consumidor já poderá alugar o disco 1, que traz os episódios 1 e 2. Os demais discos têm lançamento nos dias 7 de maio, 21 de maio, 4 de junho, 18 de junho e 2 de julho. Exibido em mais de 70 países, “Lost” ganhou fãs no mundo inteiro ao iniciar a trama com um acidente de um avião, que saiu de Sydney, na Austrália, com destino a Los Angeles, nos EUA, e caiu numa misteriosa ilha tropical em algum lugar do Oceano Pacífico. Estima-se que o primeiro episódio da quarta temporada tenha sido visto por 16 milhões de pessoas.

JumperO trailer desse filme pareceu-me bem legal e eu gosto do diretor Doug Liman (Identidade Bourne e Sr e Sra Smith). Uma idéia nova para ficção científica sempre é bem-vinda e esse filme conta a história de David Rice (Hayden Christensen, Anakin de Star Wars III), que descobre ter o poder de se teleportar instantaneamente para qualquer lugar que ele tenha apenas visto, seja em foto ou in loco. Acontece que parece que pegaram o livro e diluíram em água. O roteiro segue a receita de bolo onde conta a origem do herói, mostra o a garota que vai atrapalhar a vida dele (Rachel Bison) e apresenta o vilão que vai ser mal feito o pica-pau (Samuel L. Jackson).

O roteiro é cheio de furos e altamente previsível. Você vê claramente o passo futuro do personagem. O que salva um  pouco é o personagem Jamie Bell (O dançante Billy Elliot) que funciona como aquele cara que já tem o poder há algum tempo e vai explicando a história para o personagem principal. Mesmo assim, ele meio que some no climax do filme, exatamente na hora que o herói precisaria de ajuda. Ajuda? Que nada, ele consegue tudo sozinho. A impressão que dá é que este filme já foi feito para ser uma trilogia, mas que não se foi muito pensado nos próximos, então deixaram várias pontas abertas, até demais. Outra coisa que incomoda solenemente é a interpretação péssima da Rachel Bison, a Summer do The O.C. é triste, só nos deixa com raiva dela. Outro furo do roteiro que me irritou solenemente foi o fato da Millie (Bison) ter topado, depois de trocar apenas 2 frases (exatamente duas frases) com David, ir para Roma com ele, mesmo eles estando 5 anos sem se ver! E ainda me vira, quando chegam a Roma, me solta a pérola :”Puxa, nem acredito que 18 horas atrás estávamos em Ann Harbour”. Faça-me o favor… Nem vou falar da mãe para não me chatear.

Nem tudo é lixo neste filme.  O efeito do teletransporte é muito bem feito pela Weta Workshop (a mesma da Trilogia do Anel e King Kong) e interessante o lance da “força” ao redor e a fenda. Apesar do roteiro ser fraquíssimo (Goyer, isso foi culpa sua?) tem certas características interessantes como por exemplo o cara tem o poder mas nem por isso ele quer ser herói. Ele está mais preocupado é descolar dinheiro para ele e conhecer o mundo. Ele só salva a garota porque ele é afim dela e só. Isso foi original, pelo menos.

Deixe para alugar. Assim você fica se perguntando no conforto do seu lar por que o personagem de Jackson está com o cabelo descolorido.

Eita filmezinho complicado de se criticar mas ótimo de se debater. Isso por si só já vale assistir, é assunto na certa por pelo menos uns 30 minutos em um bar.

Baseado no best seller de John Krakauer, Sean Penn (isso mesmo, aquele ator) narra a vida de Christopher MacCandless, um jovem que logo após terminar a primeira parte da faculdade (no esquema Americano isso pode acontecer) com grandes perspectivas de entrar em Harvard e tudo mais, larga tudo, doa toda sua poupança (24 mil dólares para a universidade) e cai na estrada, vivendo sem dinheiro, entre uma vida de ermitão e biscateiro cruzando os Estados Unidos, até chegar no que ele próprio chamava de a “Grande Aventura no Alascaâ€.

O filme em si, como filme, é bom. Não espetacular. Bom. Ele é um pouco cansativo demais e tem diálogos (que acredito até por força do próprio Chris na vida real) soa demais panfletário como a narração em off da irmã que diz que Chris quer se desvincular dessa vida burguesa e sociedade falsa em que vive, ou então quando o próprio Chris vira e diz que “carreira é coisa inventada do século XXâ€. Ele é um filme linear no que tange emoções. O que mexe com você é o todo e não momentos dentro do filme. O visual é algo impressionante, feito pelo mesmo diretor de fotografia de Diários de Motocicleta, diga-se de passagem. Destaque também para a trilha sonora de Eddie Vedder com sua voz incrível cantando blues/folk.

O que pesou para mim contra o filme é o personagem em si. Não estou falando da atuação de Emilie Hirsch, que está ótimo no papel principal – falo sim do “Alexander Supertrampâ€, pseudônimo utilizado por Christopher MacCandless durante suas andanças pelos Estados Unidos. A impressão que tive que ele era um crianção rebelde, que ficou decepcionado por erros do passado de seus pais, leu uns livros que mexeram com ele e achou que podia tudo, inclusive ir para o Alasca sem qualquer mapa, orientação ou até mesmo equipamento necessário de proteção. Ele jamais escreveu para casa, sequer para a irmã que teoricamente tinha uma conexão forte. Quem ele pensa que era? Quem era ele para julgar os pais daquela maneira? Se ele era tão descolado, por que não conversou com os pais para tentar entender? Isso para mim criou um certo distanciamento com o personagem, o que dificultou o meu envolvimento com o filme. Para piorar, não sou fã sequer de camping, quanto mais morar em cavernas no meio do deserto.

Aproveite as novas imagens do longa de Watchmen (dirigido por Zack Snyder de 300), que será lançado em março de 2009

por Divulgação

“Chega de Saudade’’, de Laís Bodanzky, atraiu 21 mil espectadores às salas de cinemas no último final de semana, quando abriu com 31 cópias e conquistou uma média de público de 670 pessoas por sala. A abertura foi excelente nos cinemas de arte.
Chega de SaudadeA trama de “Chega de Saudade’’ se passa numa única noite. Mais especificamente na pista de dança de um clube onde os personagens de Leonardo Vilar, Tônia Carrero, Betty Faria, Stephan Nercessian e Cássia Kiss vivem suas histórias de amor, suas frustrações e traições.

Vale lembrar que o longa-metragem conquistou três candangos no 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: o de melhor direção, melhor roteiro e melhor filme pelo júri popular.

Laís Bodanzky é mais conhecida por “Bicho de Sete Cabeças’’ (2000).

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